Os surfistas são os salvadores de quem arrisca no mar da Costa

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Os surfistas são os salvadores de quem arrisca no…

Nas 19 praias da Caparica há avisos para a falta de vigilância. Poucos os respeitam. Há quem defenda antecipar a época balnear

A Praia da Rainha, na Costa da Caparica, onde um homem que correu para o mar para salvar duas pessoas morreu no feriado do 1 de maio, estava ontem com várias pessoas no areal. À entrada do areal , cinco placas com os avisos bem visíveis: “Praia não vigiada”. João Rita, surfista, vinha do mar quando falou com o DN. “Eu vi o que se passou no feriado. Quando cheguei, pela 1.00 da tarde, já estavam as pessoas ao pé dos surfistas que tinham retirado três banhistas da água. Pelo que percebi, o homem que correu para a água para retirar um casal, morreu de hipotermia. Ainda o tentaram reanimar no areal”.

João explica que acorrente do mar daquela zona costeira é forte e constituída por agueiros que se tornam perigosos para quem não os conhece tão bem como os surfistas. “As pessoas também têm de ter consciência dos perigos que podem enfrentam no mar. Não é só ter nadador salvador nas praias”.

Em fevereiro, recorda João, “veio uma onda de calor, as pessoas vieram para a praia e arriscavam naquele mar que é bem mais perigoso do que agora”.

Um casal emigrado em França, de férias por estes dias na Caparica, aproveitou para dar um salto à sua praia preferida. Iam apenas em passeio. José Luís, 61 anos, que conhece os perigos do mar na Costa desde criança, tem dúvidas sobre a solução de ter vigilância mais cedo: “Não sei se se justifica ter nadador salvador para meia dúzia de pessoas que são menos cuidadosas nesta época do ano”.

O restaurante e o bar de apoio de praia estavam fechados porque era dia de folga. José Bernardo, trabalhador da construção a fazer obras no restaurante, diz que o patrão, concessionário, há anos que tenta ter nadadores salvadores mais cedo “mas não tem conseguido autorização”. “Para esta praia, as pessoas começam a vir muito antes do Verão porque tem um bom parque de estacionamento e o restaurante. Há também muitos surfistas e ainda bem, porque eles ajudam os banhistas. E há ainda cinco placas de aviso de falta de vigilância no areal”.

Na vizinha Praia da Rivieira, o parque estava ontem cheio de carros e o areal repleto de gente. Um dos sócios gerentes do restaurante Grão de Areia, Pedro Oliveira, referiu que “desde março que se nota uma grande afluência” de pessoas a frequentar a praia mas, apesar da sua existência, as placas que sinalizam a falta de vigilância são “frequentemente ignoradas”. “Felizmente que a praia tem muitos surfistas pois conseguem ser os primeiros a chegar e minimizar as ocorrências. Já os vi acudir muitas pessoas”.

Quanto à possibilidade de a época balnear se iniciar mais cedo, Pedro Oliveira diz que não tem sido possível pois “não há apoios camarários, nem de nenhuma instituição”, ficando toda a vigilância a cargo do concessionário. “E também não há pick ups dos bombeiros ou da associação de nadadores salvadores a passar”, lamenta.

http://www.dn.pt/sociedade/interior/os-surfistas-sao-os-salvadores-de-quem-arrisca-no-mar-da-costa-6689903.html

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